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O território gráfico do urbanismo e suas potencialidades de pesquisa



Expandir o olhar é o exercício diário da arquiteta e urbanista Carolina Passos, líder de projetos de urbanismo, cartógrafa e especialista em dados, planejamento e desenho urbano. Graduada pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, em São Carlos, ela fez um master no Politécnico de Milão com foco em projetos urbanos e paisagem urbana, também aperfeiçoamento em geoprocessamento ambiental pela UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos), atuando com áreas de operações urbanas e planos urbanísticos, habitação social e revitalização.





Cartografia: Carolina Passos




A cartografia passou a ser usada como uma ferramenta para entender melhor os dados sobre o território, facilitando as análises sobre dinâmicas e tendências de cada localidade. São criações que flertam um pouco com a arte, dada a qualidade dos grafismos, mas que têm funcionalidade, pois precisam comunicar aspectos importantes.




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Nosso desafio é traduzir desenhos técnicos,


que demandam conhecimento específico para serem interpretados, de forma que possam ser compreendidos rapidamente por qualquer pessoa", afirma Carolina. Vale recorrer a colagens, imagens 3D cada vez mais realistas, croquis de perspectivas multidimensionais, além de plantas e esquemas. "Mesmo quando o arquiteto não tem conhecimento sobre como utilizar recursos, deve conseguir saber onde encontrá-los e tentar desenvolver essas habilidades", completa a arquiteta.





A evolução recente da arquitetura está intrinsecamente ligada ao surgimento de novas ferramentas baseadas na tecnologia para criar, planejar, medir e projetar. Softwares de 3D e de georreferenciamento, combinados à edição de imagens, são recursos que se tornaram cada vez mais acessíveis e, assim obrigatórios para os profissionais de arquitetura e urbanismo expressarem corretamente suas ideias e defenderem seus argumentos. Seja na apresentação de projetos para clientes, na participação em audiências públicas ou mesmo para debater questões com as comunidades locais, boas ferramentas visuais são a forma mais garantida de contribuir com o entendimento e o diálogo fluido sobre as propostas.


Na equipe da AO-SP, Carolina consolida o Núcleo de Estudos Urbanos para trazer cada vez mais essa perspectiva de pesquisa e de transformação urbana do país, o que acaba se tornando insumo para muitos projetos.




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Faz parte do nosso papel como arquitetos urbanistas não ficarmos presos,


mas buscarmos sempre variáveis culturais e geográficas que vão compondo nosso histórico e ajudando nas diferentes percepções",

afirma. "Como a AO tem essa base de pesquisa forte em projetos urbanos e sustentabilidade, esses fatores acabam sendo determinantes para o próprio desenvolvimento da arquitetura".





A importância de olhar para além do lote, compreendendo o contexto onde cada projeto se insere, é uma das principais premissas da AO. Assim como a natureza, cada cidade é um ser vivo em constante evolução. Pensar a escala urbana e suas morfologias específicas, compostas por estruturas, formas e transformações, é poder intervir da forma mais sensível possível, com os resultados mais pertinentes e assertivos de curto, médio e longo alcance.





 

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