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A arquitetura no Rio de Janeiro







Exaltar a geologia do entorno natural, surge como uma das grandes responsabilidades de projetar em uma das maiores cidades símbolos brasileiras. O Rio de Janeiro, destaca-se como grande pólo de inovação, história, arte e cultura e ergue-se como elemento principal do cenário imagético ao redor do mundo. 


Reverenciando esse movimento, o conceito desenvolvido para o projeto FORMA, localizado no bairro do Leblon, foi o de buscar a identidade e memória do efervescente tecido social do Rio de Janeiro. Assim como o CANTO, empreendimento localizado entre a praia do Arpoador e Copacabana, a partir de uma estrutura pré-existente que, reformulada em duas torres, evidencia a poética do conceito ao apresentar duas propostas arquitetônicas das torres diferentes mas que coexistem em perfeita harmonia.











O FORMA, que está em fase final de obra e previsão de entrega neste mês de Abril de 2024, tem em seu terreno a principal inspiração projetual ao descobrirmos a importância da localidade para a formação social do “ser carioca”, antes habitado pelo “Plataforma”, um ponto de encontro de Tom Jobim, Vinícius de Moraes e outros grandes nomes da música brasileira.



A musicalidade também é evocada, e terraços, divisórias e elementos verticais em justaposição rítmica compõem um samba de uma nota só nas fachadas frontal e posterior. Um estudo profundo sobre a relação entre partituras musicais e sua materialização na arquitetura.  A harmonia do projeto FORMA, que ecoa entre a arquitetura e o urbanismo, expressa a beleza naturalista e sensual da cidade, surgindo como um manifesto que celebra a história e a natureza do Rio.






A materialização da musicalidade em sua fachada, construindo elementos verticais ritmados que compõe um samba de uma nota só.





O edifício se constitui como uma rocha urbana, com pedras e blocos lapidados nas empenas laterais, articulando um intencional diálogo com o entorno vivo e o sedimentado terreno. Já o projeto de interiores, sob a égide de ser carioca, manifesta bossa, movimento e natureza em cada detalhe. Dentro das suas áreas comuns e unidades residenciais, à evidência das linhas orgânicas nos mobiliários, tapetes e outros, em contraponto ao projeto arquitetônico retilíneo; revelando pontos de cores terrosas, azuladas e esverdeadas avistadas no horizonte e articulados através de objetos decorativos, o paisagismo tropical e o uso de materialidades que evocam seu estado natural, com texturas rústicas e verdadeiras. 




Entre o tangível e o intangível, a essência da cidade maravilhosa conecta os detalhes de toda estrutura dos processos concebidos para essa construção. Além de transitar harmoniosamente entre a arte e a técnica, colunas de sustentação do que realmente acreditamos como conceito e entrega.



nas imagens, perspectiva FORMA Leblon.





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