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AO Convida: repertório em movimento

há 1 dia
2 min de leitura



A prática da arquitetura é atravessada por diferentes campos de conhecimento. Mercado, políticas públicas, cultura, tecnologia e comunicação atravessam continuamente a maneira como pensamos cidades, edifícios e ambientes. O AO Convida nasce desse entendimento: criar, dentro da ARCHITECTS OFFICE, um espaço de escuta e troca capaz de aproximar o time de diferentes perspectivas e ampliar as perguntas que alimentam a prática do escritório.



Desde as primeiras edições, essas conversas percorreram escalas e campos distintos. Joaquim da Rocha Azevedo, CEO da Sequoia Properties, trouxe para dentro da Casa AO a relação entre arquitetura e mercado imobiliário, discutindo o papel do projeto na construção de valor e na qualidade das cidades. 





Com Elisabete França, gestora pública e então Secretária Executiva Municipal de Habitação de São Paulo, o olhar se deslocou para a dimensão pública da profissão, entre habitação, planejamento e transformação urbana.



Sol Camacho, arquiteta e fundadora do Raddar, e Gabriel Kozlowski, arquiteto e curador com trajetória ligada ao MIT, Harvard GSD e à Bienal de Veneza, ampliaram essa discussão a partir da experiência curatorial, investigando exposições e bienais como espaços capazes de tornar visíveis questões sociais, políticas e culturais que atravessam a produção arquitetônica.



Outros encontros aproximaram a arquitetura de transformações que vêm redefinindo a própria prática profissional. Lucia Rodrigues, diretora nacional de capacitação em inteligência artificial da Microsoft, discutiu inteligência artificial, educação digital e os impactos de novas tecnologias sobre processos criativos e produtivos.



Com Fernando Mungioli, editor-chefe e publisher da Revista PROJETO, a conversa passou pela curadoria e documentação da arquitetura em um contexto de consumo acelerado de imagens, reforçando a importância do texto, do desenho técnico e da seleção editorial como formas de construir conhecimento e pensamento crítico.



Na edição mais recente, o fotógrafo Manuel Sá partiu da fotografia para discutir outra forma de interpretar o projeto: luz, enquadramento, tempo, percurso e composição tornam-se instrumentos para revelar relações espaciais que nem sempre aparecem em uma primeira leitura da arquitetura.



Assim, o AO Convida integra uma cultura de investigação contínua. Cada encontro coloca repertórios distintos em contato e cria espaço para questionar premissas, confrontar pontos de vista e construir novas conexões. 



Para a AO, ampliar repertório não significa acumular referências, mas criar condições para observar o mesmo problema a partir de perspectivas diferentes. É nesse exercício coletivo de escuta, investigação e pensamento crítico que o conhecimento deixa de ser apenas conteúdo e passa a atravessar o próprio processo de projetar.




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